“Fluxorama” de Jô Bilac no Galpão Gamboa

Espetáculo idealizado por Jô e Vinícius Arneiro, em parceria com Inez Viana e Rita Clemente terá sessões nos dias 22, 23 e 24 de março

Três histórias distintas, que convergem para um único espetáculo, compõem “Fluxorama“, que terá três apresentações no teatro Galpão Gamboa, nos dias 22, 23 e 24/03 (sábado, domingo e segunda). A encenação é uma experiência inovadora entre Viniciús Arneiro, Inez Viana e Rita Clemente, que compartilham a direção do espetáculo e a cena, cada um dirigido pelo outro. Jô Bilac assina a dramaturgia e Diogo Liberano a codireção. O espetáculo, que teve sua estreia em outubro de 2013, integra a programação do projeto Gamboavista 3.

“Para nós é uma nova forma de se relacionar com a criação, pois gera uma troca constante e horizontal dos pensamentos”, destaca Viniciús, “O que me interessou no projeto foi a possibilidade de trocar com diretores que admiro há tanto tempo e a experiência de ser, ao mesmo tempo, dirigida pelo Viniciús e dirigir a Rita. Também por reencontrar os parceiros Jô, Diogo e Liliana” , ressalta Inez.

No primeiro solo, com direção de Inez Viana, Amanda (Rita Clemente) percebe-se surda e mantém sigilo sobre o seu estado. Com o passar dos dias, ela vai perdendo outros sentidos vitais, dando uma nova dimensão a seu cotidiano.

Com direção de Rita Clemente, no segundo solo, Luiz Guilherme (Viniciús Arneiro) encontra-se preso entre as ferragens, após um acidente de carro, e tenta manter-se consciente através de suas lembranças mais recentes.

Viniciús Arneiro dirige o terceiro solo, que tem atuação de Inez Viana no papel de Valquíria, que realiza o desafio de correr na São Silvestre, num processo de catarse de uma mulher que busca vencer seus limites.

Jô Bilac deu início a uma pesquisa sobre dramaturgia e performance em 2008. “Busquei uma forma pouco convencional, quase uma dramaturgia concreta. Três artistas subvertendo a ideia lógica de uma montagem, durante o processo de criação eles orquestram o que é estar dentro e fora ao mesmo tempo”, destaca o dramaturgo. O texto foi foco de análise em oficinas de dramaturgia ministradas por Jô em Recife, Petrolina, São Paulo, Acre, Florianópolis e Joinville, também em oficinas de leitura dramatizada ministradas por Viniciús Arneiro em Natal, João Pessoa e Campina Grande. Esses estudos geraram reflexões e leituras diversas, evidenciando o potencial comunicativo do texto.

O cenário do espetáculo foi elaborado pelo Estúdio Radiográfico, assim como a identidade visual do projeto, conferindo coerência estilística e ao mesmo tempo, atribuindo às três histórias uma conexão estética.

SOBRE OS ARTISTAS

Viniciús Arneiro
Diretor e ator, indicado ao Prêmio Shell RJ de Melhor Direção em 2008 pelo espetáculo “Cachorro!”, texto de Jô Bilac, primeiro espetáculo do Teatro Independente, companhia da qual é fundador e diretor artístico. Em 2008, dirigiu, com Marcelo Valle, “Os vermes”, espetáculo que integrou a mostra comemorativa dos 20 anos da Cia. dos Atores. Em 2009, dirigiu “Rebú”, texto de Jô Bilac, indicado ao APCA 2010, segunda produção do Teatro Independente. Em 2011, participou de uma turnê nacional com os dois espetáculos, através do projeto Palco Giratório, tendo percorrido 22 estados. Dirigiu também “Não sobre rouxinóis” de Tennessee Williams, montagem inédita no Brasil, com João Fonseca. Em 2012, estreou “Cucaracha”, texto de Jô Bilac, terceiro trabalho do Teatro Independente.

Inez Viana
Atriz e diretora carioca, desde 2007 ministra o curso profissionalizante de interpretação da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). É também professora de teatro no Galpão Gamboa. Em 2009 idealizou a Cia OmondÉ, onde elabora uma pesquisa sobre a simultaneidade dos tempos e da precisão dos corpos no espaço. Como atriz em teatro, trabalhou com Aderbal Freire-Filho, Enrique Diaz, Luiz Antonio Martinez Correa e Sergio Britto, entre outros. Destacou-se no monólogo ‘A Mulher que escreveu a Bíblia’ de Moacyr Scliar, adaptação de Thereza Falcão e direção de Guilherme Piva, recebendo uma indicação ao Prêmio Shell e APTR e vencedora do Prêmio Qualidade Brasil 2007. Como diretora, foi indicada duas vezes ao Prêmio Shell pelos espetáculos ‘As conchambranças de quaderna’ de Ariano Suassuna e ‘Amor confesso’ de Arthur Azevedo. Recebeu o Prêmio FITA de melhor direção 2012 por ‘Os mamutes’ de Jô Bilac, e o Prêmio Contigo de Melhor Espetáculo 2010 por ‘As conchambranças de quaderna ‘, de Ariano Suassuna.

Rita Clemente
Indicada ao Prêmio Shell SP e Qualidade Brasil SP, em 2008, pela direção de “Amores surdos” (Grupo Espanca!), Rita desenvolve também um trabalho autoral baseado no diálogo entre teatro e música, como em sua abordagem do texto “Dias felizes” de Samuel Beckett (Prêmio Usiminas Simparc de Melhor Figruino, assinado por ela, e indicado em cinco categorias ao Prêmio Questão de Crítica). Nos últimos anos, assinou a direção de espetáculos de importantes grupos mineiros e outras entidades, como o espetáculo “Nesta data querida” (Cia. Luna Lunera);”Rubros” (de Adélia Nicolete); “O rinoceronte”, no Cefar/2007/ Palácio das Artes; “Amores surdos” (Grupo Espanca!), e “Dias de verão” (O Clube). Em 2012, coordenou a Edição Comemorativa de 15 Anos do Oficinão Galpão Cine Horto, no Espaço Cultural do Grupo Galpão, assinando a direção do espetáculo “Delírio e vertigem”, com textos curtos de Jô Bilac e direção de arte de Luciana Buarque. Na televisão, estreou no seriado “A cura”, em 2010, com direção de Ricardo Waddington e fez parte do elenco da novela “A vida da gente” (2011-2012), com direção de Jayme Monjardim, ambas da TV Globo.

 

Ficha técnica
Texto: Jô Bilac
AMANDA: Atuação – Rita Clemente / Direção – Inez Viana
LUIZ GUILHERME: Atuação – Viniciús Arneiro/ Direção – Rita Clemente
VALQUÍRIA: Atuação – Inez Viana/ Direção – Viniciús Arneiro
Direção geral: Rita Clemente, Inez Viana e Viniciús Arneiro
Codiretor: Diogo Liberano
Cenografia e identidade visual: Estúdio Radiográfico
Trilha sonora: Tato Taborda
Iluminação: Tomás Ribas
Figurinos: Júlia Marini
Fotografia: Ana Alexandrino
Direção de produção: Liliana Mont Serrat e Damiana Guimarães
Produção executiva: Paula Valente
Assistente de produção: Felipe Marcondes

Serviço:
Datas: 22, 23 e 24/03
Horário: sábado, às 21h; domingo e segunda, às 20h
Local: Galpão Gamboa – Teatro
Capacidade: 80 pessoas
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Telefone: (21) 2516-5929
Classificação: 14 anos
Duração: 70 minutos
Gênero: Drama
Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia) /R$ 5 (para moradores dos bairros da Zona Portuária, apresentando comprovante de residência)
Vendas de Ingressos:
– Na bilheteria do Galpão: Terça a quinta: das 14h às 19h (nos dias de espetáculo a bilheteria funciona das 14h até a abertura da sala ou até se esgotarem os ingressos)

 

 

TAGS

Thiago Menezes

Thiago Menezes

Ator, estudante de Artes Cênicas da PUC-RIO e de Jornalismo da FACHA